17/11/2010
Sobre a PolÃtica Cambial: “devemos garantir o mercado interno para os produtos fabricados aqui, gerando sempre mais empregos para os brasileiros”
O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Concedo a palavra, pela ordem, ao ilustre Deputado Carlos Zarattini. S.Exa. dispõe de 3 minutos.
O SR. CARLOS ZARATTINI (PT-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero manifestar nossa preocupação com a polÃtica cambial que estamos vivendo no PaÃs, que vem colocando nossa indústria e agricultura numa situação bastante difÃcil.
Tivemos uma mudança efetiva na economia mundial, diante da valorização das moedas, não só do Brasil como de vários paÃses, e da polÃtica cambial da China e a dos Estados Unidos, agora anunciada pelo Presidente Barack Obama, que deve se agravar ainda mais com o lançamento de bilhões e bilhões de dólares no mercado, resgatando tÃtulos da dÃvida americana.
É necessário debater esta questão, ir a fundo na discussão da nossa polÃtica de juros, de reservas cambiais, do carregamento de uma dÃvida pesada que nos impõe uma despesa no Orçamento federal de cerca de 150 bilhões de reais.
É necessário aprofundar essa discussão, Sr. Presidente, e nós, da Câmara dos Deputados, podemos levar adiante esse debate. É nossa atribuição constitucional debater no Congresso a polÃtica monetária e a polÃtica cambial. Portanto, queremos registrar, mais uma vez, a necessidade de convocação de uma Comissão Geral para debatermos essa questão. Devemos trazer aqui não só autoridades como o Presidente do Banco Central e o Ministro da Fazenda, mas também especialistas — cito o Prof. Antônio Delfim Netto, ex-Deputado, e o economista Amir Khair, que tem escrito diversos artigos propondo uma mudança na nossa polÃtica cambial. Essa é uma questão importantÃssima para o desenvolvimento brasileiro.
Queremos ressaltar que já estamos enfrentando problemas para exportar. É necessário que haja um incentivo grande para aumentar nossas exportações. É necessário que tenhamos controle orçamentário sobre a dÃvida externa e, principalmente, a interna, para que o Brasil não cesse o desenvolvimento que vem tendo e perca a possibilidade de dar um grande salto à frente.
Vamos enfrentar uma situação internacional muito mais difÃcil e complicada com a polÃtica norte-americana, de injetar dólares cada vez mais, para tentar recuperar seus mercados.
Nós, no Brasil, também não podemos perder nossos mercados. Devemos, sim, garantir o mercado interno para os produtos fabricados aqui, gerando sempre mais empregos para os brasileiros.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

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